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9 out 2014

Jardim e gastronomia: combinação em alta

por Brasal Incorporações

GastronomiaAs mesas colocadas ao ar livre, principalmente nos meses sem chuva, são um convite ao bate-papo, ao relaxamento e ao convívio. Longe da frieza do centro do poder, muitas vezes, é sentado num café ou num boteco que o brasiliense sente pulsar a cidade em que nasceu ou em que escolheu viver. A opção pelo conceito de urbanização arborizada e com alta qualidade de vida reflete-se na gastronomia da Capital do país.

São muitos os restaurantes, bares e estabelecimentos que apostam nessa combinação para atrair e fidelizar os clientes. No Bier Fass do Pontão, por exemplo, as mesas mais procuradas são justamente as localizadas no jardim e que dão vista para o Lago Paranoá. É lá que o chope servido com petiscos faz mais sucesso.

“Nosso projeto arquitetônico, quando ainda pensávamos em abrir a casa, foi trabalhado na integração da natureza ao salão”, afirma a proprietária Ivone Carvalho Espiñera. “Nosso cuidado foi tão grande com isso que mesmo aquele que optar por ficar no ambiente fechado terá a mesma visão do jardim e do lago.”

Ivone conta que, no bar, o paisagismo passa por constante manutenção. “Trocamos de plantas, podamos e conservamos tudo sempre bonito”, garante. A mesma preocupação faz parte da rotina do restaurante Inácia Poulet Rôti. Localizado na quadra 103 da Asa Sul, a casa é capaz de atender 70 pessoas ao mesmo tempo. E o cantinho mais procurado por quem quer provar as receitas de codornas ou galetos recheados está justamente no pequeno jardim nos fundos do estabelecimento. “Nos fins de semana, a área externa é procurada por famílias, muitas com crianças ou idosos, já que é tão aprazível”, avalia a chef Alexandra Alcoforado. “E à noite, no jantar, é o lugar preferido para quem quer tomar uma boa taça de vinho.”

Segundo Alexandra, no Inácia, a gastronomia casa-se perfeitamente com o conceito de cidade-jardim. “Fazemos uma culinária inspirada na região da Provence (no sudeste da França), que é repleta de campos floridos de lavandas.”

Também inspirado na relação dos franceses com a gastronomia e com a qualidade de vida, Daniel Briand não para de investir energia, dinheiro e tempo no jardim que cerca sua cafeteria na 104 Norte. Em março deste ano, Briand terminou mais um projeto. Fez um canteiro com lavandas e bromélias. “Ainda não vi este jardim com as chuvas da primavera, mas tenho certeza de que ficará lindo”, comenta. “Brasília é muito bom para servir ao ar livre. São meses de tempo firme e a natureza é muito valorizada na nossa cidade”, considera o francês que escolheu Brasília para viver.

“Além de agradável, os jardins são ótimos para os namorados poderem paquerar, porque é romântico e discreto”. Nos fins de semana, quando atende até 150 pessoas ao mesmo tempo, às vezes algumas mesas vão até para a grama. “A gente evita para não danificar, mas nem sempre damos conta da demanda.”

O único problema que Briand enfrenta, ele admite, são as crianças que arrancam as flores. “Meninos e meninas correm para presentear as mães… como eu vou dizer que não pode?”, provoca.

Gastronomia

A servidora pública Beatriz Gomes, de 42 anos, conta que sempre que possível opta por lugares com área externa. “Passamos o dia presos dentro do escritório e do carro, é um alívio poder sentir o cheiro da grama e ouvir passarinhos no fim de semana ou, até mesmo, no happy hour”, afirma a moradora do Sudoeste. Ela ressalta, no entanto, que acha importante o cuidado da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) com a invasão de área pública.

Vale destacar que, de acordo com a lei, os lojistas, principalmente da Asa Sul, podem ocupar seis metros a partir do limite de seus estabelecimentos em direção às quadras residenciais. Além disso, podem ocupar as áreas entre os blocos comerciais com mesas e cadeiras removíveis, desde que reservem dois metros para a passagem de pedestre. As casas têm até abril de 2015 para se adequar.

De acordo com o chef francês, o café dele pode ser considerado um modelo de relação entre o comércio e a cidade. “Temos uma excelente relação com a Administração de Brasília e já fomos citados pelo Iphan como exemplo de como integrar a área pública com projetos comerciais”, explica Briand, referindo-se ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O segredo, segundo ele, está em respeitar a área construída e buscar agregar qualidade de vida à cidade.

 

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